"Coincidentemente" toda bancada governista resolveu não comparecer à sessão em meio a revelação bombástica feita pelo vigilante Luciano Vilar.
Todo cidadão está cansado de saber que uma das principais funções do vereador é FISCALIZAR a aplicação correta do dinheiro público pelo Poder Executivo Municipal, agora o que muita gente não entende, é como esses parlamentares podem simplesmente fechar os olhos para os problemas que afetam a população em decorrência da suspeita de uso indevido dos recursos públicos municipais sem que sejam processados por PREVARICAÇÃO. Não que este seja o caso do município de Canapi no alto sertão de Alagoas, mas é no mínimo curioso o que aconteceu na manhã desta terça-feira (01) na cidade, pois justamente em meio a recente revelação feita por um vigilante noturno canapiense residente em São Paulo, que reacendeu a grave denúncia apresentada pelo SINDSCAN - Sindicato dos Servidores Públicos de Canapi ao Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e outras instituições de Justiça, Fiscalização e Controle, sobre um sofisticado esquema envolvendo servidores fantasmas na prefeitura, "coincidentemente" os 09 (nove) vereadores governistas da casa, não compareceram a sessão ordinária, bem como não fora apresentada nenhuma justificativa.
A confissão feita pelo vigilante Luciano Vilar de que passou os últimos 04 (quatro) anos de gestão do então Prefeito Vinícius Lima recebendo como SERVIDOR FANTASMA da prefeitura de Canapi e a apresentação do comprovante de pagamento no valor de R$: 1.411,80 feita com recurso do Fundo Municipal de Saúde pela atual gestão no dia 23/01/2025, evidencia a necessidade da abertura de um processo de investigação parlamentar pela Câmara Municipal de Vereadores, ao contrário do que aconteceu hoje na Câmara, onde se quer houve citação do caso, até porque, não houve sessão, dada a ausência injustificada dos parlamentares.
Por Marcio Martins/Portal EGM